Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
GOVERNO SOMBRA, OU À SOMBRA DO GOVERNO?
Quando se reúne o Conselho de Governo, vem logo ao pensamento quem dele faz parte. Não conheço os critérios do Presidente do Governo Regional, para a escolha da sua equipa, mas a capacidade política não será certamente. Em muitos casos, nem técnica é...
Falta muita qualidade a este Governo, mas é evidente que a estratégia passa por pessoas com pouca capacidade de intervenção, com poucas ideias e pouca acção. Quer-se meros executores de políticas delineadas, ou então quem não faça absolutamente nada relacionado com aquilo para o qual foi designado.
O mais importante é não ofuscar o líder, e seguir a política do deixa andar. Curiosamente o único Secretário com mais força, é a única mulher do executivo, Conceição Estudante. À maior parte dos outros falta-lhes o que já se sabe...
TÃO DIFERENTES, TÃO IGUAIS
A situação interna dos dois maiores partidos regionais, só é diferente porque o PSD é liderado por quem lhe tem dado sucessivas maiorias absolutas no poder da Região, o que tem evitado o surgir de contestatários. A união à sua volta, mesmo que seja hipócrita e aparente, mantém um partido em dinâmica de vitória.Terça-feira, 19 de Maio de 2009
QUEM TE AVISA...
Só me apetece dizer, enfim...
Já por diversas vezes neste blogue nos insurgimos contra o enrocamento da praia da Ponta do Sol. Já sabíamos da vergonha da autarquia nesta obra, pois em nenhuma imagem oficial aparece o "dito". Mas agora há um assumir do "mal", pela boca do seu Presidente, e a pretensão de recolocar a actual estrutura para mais distante do litoral.
Só é pena que tal tivesse acontecido depois de um investimento de 3,2 milhões de euros, da descaracterização daquela enseada única, da deterioração da qualidade da água e da perda da Bandeira Azul.
Quantos milhões mais serão necessários para corrigir esta obra mal feita? Quem assume as responsabilidades?
Só mais um conselho, para não fazerem mais burrices: elaborem estudos de dinâmica marítima antes de mexerem uma pedrinha que seja. O dinheiro dos meus impostos agradece!
MARQUES DE FREITAS
A indicação de Marques de Freitas, para mandatário da candidatura de Emanuel Jardim Fernandes a deputado do Parlamento Europeu, é claramente uma excelente escolha. Seja pelo percurso profissional enquanto procurador-geral-adjunto, ou como membro do Gabinete do Representante da República, seja como pessoa de pensamento próprio e com intervenção cívica na sociedade madeirense.
Aprecio a sua leitura enquanto cidadão atento, embora houvesse quem não gostasse: «O procurador-geral-adjunto reformado subscreve assim as posições de Vital Moreira, incluso em relação à Madeira. Bom proveito, que todos já o topávamos» (Alberto João Jardim, Jornal da Madeira, 19/05/2009)
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
BASTOU UM VIRAR DE COSTAS...
_"Não nos venham enganar aqui para a Madeira com falinhas mansas e não apareçam por aqui excursionistas a querer enganar o povo madeirense";
_"O actual governo socialista da República não cumpriu esses acordos, pelo contrário, não honrou a palavra do Estado para com a Região Autónoma e enganou uns tipos ao almoçar com eles e a bater-lhes palminhas";
_"Agora estão a fazer uma outra lei, querem que o Governo da República possa tirar às regiões autónomas e aos municípios o que é património das regiões autónomas e dos municípios". "Isto, em bom português, chama-se um roubo e eu não aceito que os madeirenses sejam roubados", acrescentou.
DAY AFTER
DaquiSábado, 16 de Maio de 2009
RESULTADOS ELEIÇÕES SPM
(Resultados apurados às 05h)
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
CONFORME O VENTO

A visita do Primeiro-Ministro põe a nu diversas situações.
Por um lado os que exigiam a sua presença são os que mais a criticam. Enquanto Guilherme Silva, acusou José Sócrates de "oportunismo político", Jorge Moreira não ficou por menos e chamou-o de “mentiroso” e “caixeiro viajante”, além de “desejar-lhe um retorno ao país rectangular que construiu nos quatro anos em que governa”.
Por outro lado, Alberto João Jardim que já mimou o Primeiro-Ministro com coisas como o "Mugabe da Europa", "ditadorzinho potencial", "Pessoa sem vergonha" e "mentiroso, diz que o mesmo"será recebido de "braços abertos".
Não morro de amores por José Sócrates, e considero que já vem tarde à Madeira, mas mais vale tarde do que nunca, se for para tentar perceber o cerco em que vivemos, e a situação política e económica em que nos encontramos. Não só perceber mas actuar!
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
ELEIÇÕES SINDICATO DE PROFESSORES DA MADEIRA
Dentro da normalidade democrática e da liberdade de opinião, surgiram no espaço do Diário de Noticias "Cartas dos leitores", considerações relativas ao Sindicato de Professores da Madeira que importa esclarecer.
No contexto das eleições para os corpos gerentes do SPM, fui sondado por ambas as listas agora concorrentes aos seus corpos gerentes, para integrar os respectivos projectos. Hoje estou certo de ter tomado a opção correcta, a da Lista A, encabeçada por Marília Azevedo, pela coerência das palavras, pelas ideias do projecto, pela coesão da equipa, pela vontade que encontrei em fortalecer o SPM.
Nunca estive distraído das questões sindicais, ao contrário de outros, e afirmei por diversas vezes nos lugares próprios, que era possível termos mais e melhor Sindicato, mais próximo dos professores e educadores, presente assiduamente nas escolas, combativo e firme nas lutas em defesa de um grupo profissional da maior importância para a sociedade.
Compreendo por isso que outros colegas tenham esses desejos, mas fico incrédulo quando essas críticas vêm de quem lá esteve e ainda ocupa cargos da maior responsabilidade. Relembro que integram a Lista B, pessoas como o actual Vice-Coordenador, e as coordenadoras de sectores tão importantes como o do 1º Ciclo e o do 3.º Ciclo e Secundário.
Será que não teríamos hoje um melhor Sindicato, se aqueles que agora se intitulam de alternativa, não tivessem lá estado? Se não fizeram melhor antes, porque o farão agora?
Não quero a dirigir o SPM quem o denegride, quem acha que está tudo mal, como se não tivesse nada com isso, quem teve a oportunidade de o fortificar, mas não teve a habilidade de o fazer.
Não quero a dirigir o SPM quem ache preferível falar mais alto do que participar no Grupo de Trabalho da Avaliação, criado pela Secretaria Regional de Educação e Cultura para propor alterações ao Estatuto da Carreira Docente, e o considere «uma perda de tempo» (João Sousa, RDP, 10/05/2009).
Não falo nos bons e nos maus, nem na luz ou nas trevas, somos todos professores, com atitudes e ideias diferentes, uns com ambições, outros com projectos, mas quero acreditar que todos com a intenção de contribuirmos para uma melhor educação.
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
O ADEPTO
Daqui (Carlos Pereita até quando?!)Não podemos brincar à bola quando se tratam de dinheiros públicos. A derrota por 3-0, sofrida no domingo, pelo Marítimo na recepção ao FC Porto, levou Alberto João Jardim a "armar-se" em Presidente do Clube (pode ser o seu futuro depois de 2011...) e afirmar que "o plantel verde rubro é fraquíssimo e, em onze (jogadores), ficavam os quatro defesas", "O resto façam rifas em quermesses de caridade".
O Presidente do Governo Regional, não pode simplesmente dizer que a equipa devia ser "saneada" e "rifada", e tais palavras ficarem sem consequências. Não nos esqueçamos a participação que o Governo tem na SAD maritimista, e no poder que detém na definição das políticas desportivas do clube.
Das duas uma, ou rifa mesmo a equipa, ou acaba com a participação da Região na SAD do Marítimo. O que não pode é continuara "mandar bocas", como de simples adepto se tratasse, e a esbanjar dinheiros públicos, num investimento sem retorno, em clubes que contratam estrangeiros sem valor, que nada promovem a Madeira.
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
FANTASMAS
Há episódios da História que parecem inacabados. Às vezes parece que a novela já acabou, mas afinal ainda faltam algumas cenas...
Alberto João Jardim afirmou sobre a questão da independência, despoletada pelo reaparecimento das bandeiras da FLAMA, que “vamos aguentar até 2010” e “não terei qualquer receio em defendê-la [a independência] se vir” que “o Estado central autoritário abusa de poder sobre o povo madeirense” (Público, 03/05/2009).
Ontem na cerimónia de inauguração da nova Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos, disse que "podemos ainda ser desafiados para trabalhos mais difíceis como o de ajudar que Portugal possa de novo ressurgir" (Jornal da Madeira, 04/05/2009).
Será que para ajudar Portugal a ressurgir, terá a Madeira de proclamar a sua independência?
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
007 JARDIM, ALBERTO JOÃO JARDIM

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
DESCUBRA AS DIFERENÇAS

A EDUCAÇÃO POR ABRUNHOSA
«(…) A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral.
O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter.
O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente.
(…)O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante.
Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino.
Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’.
E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade.
Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve.(…)»
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
VISTAS OBSTRUÍDAS OU FALTA DE VISÃO?
Este foi também o parecer do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, antigo IPPAR), relativamente à controvérsia em torno da colocação de cartazes partidários na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa.
Segundo o IGESPAR, "com o objectivo de manter as características formais e o carácter das ruas protegidas pela lei do património cultural português, se deve evitar a proliferação de reclamos publicitários e de todo o tipo de instalações susceptíveis de prejudicar a fruição desses espaços".
Repare-se que este parecer diz respeito ao Marquês de Pombal, conjunto de interesse arquitectónico em vias de classificação. Que dizer então, de um edifício classificado e com o interesse histórico, do Palácio de São Lourenço?
Vivemos numa sociedade de informação, ela é necessária e útil. Mas não haveriam outros locais para colocar os respectivos painéis, sem a consequente poluição visual e desvalorização patrimonial?
Que fez a DRAC sobre este assunto?
Domingo, 26 de Abril de 2009
JÁ SEI DO QUE VOU MORRER!

Sábado, 25 de Abril de 2009
FATALIDADES DE ABRIL
Passados estes anos não tenho dúvidas que valeu ter existido Abril. Mas muito falta para uma revolução se cumprir...Muitos diagnósticos se têm realizado, muitas indignações se têm manifestado, muitas reformas se têm implementado para recuperar um país com atrasos, desigualdades, fatalidades e falta de democraticidade.
Mas depois de uma sempre renovada esperança, vem sempre um desânimo, pelo fracasso de políticas e de políticos, que nos fazem deixar de acreditar, eleições após eleições...
Reivente-se Abril!
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
O ENGODO
Ao contrário do que se possa pensar, não creio que tenha havido reviravolta, na lista de candidatos do PSD às eleições europeias, com o agora 5.º lugar atribuído a Nuno Teixeira.
O facto de Sérgio Marques ter constado em 8.º lugar, pode ter sido um engodo, para o mesmo recusar o convite, e assim ser afastado da cena política. Maquiavélico, mas certeiro! Não nos podemos esquecer que Alberto João, já tinha gerado a confusão ao abrir o leque de candidatos, sugerindo que qualquer um poderia sê-lo, depois do nome de Sérgio Marques já estar na calha.
Além disso, a aceitação e escolha do substituto de Marques, foi feita em tempo recorde, de forma pronta, e por telefone... Alguém acredita?
CREDIBILIDADE
Denegrir o SPM em público, sem fundamento e só por interesses eleitoralistas, é dar tiros nos pés. Depois de terminado este acto eleitoral o Sindicato continuará a sua acção, independentemente de quem venha a ganhar.
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
PARIDADES
Em vésperas de eleições a corrida aos lugares, provoca sempre "dores de burro" nos atletas e treinadores. Ainda para mais em ano de três eleições e com a Lei da Paridade pelo meio.
Nunca concordei com a Lei da Paridade, e os últimos acontecimentos vieram-me dar razão, quanto à seriedade dos partidos em cumprir tal princípio. Está claro que neste momento nem PSD, nem PS pretendem respeitar a lei, contornando a questão das quotas, com colocação de candidatas "fantasmas". No PSD "há duas candidatas que não vão assumir funções no Parlamento [Europeu]", segundo Guilherme Silva, e no PS temos duas mulheres na dupla condição de candidatas ao Parlamento Europeu e às autárquicas, o que significa que não é seguro o cumprimento do seu mandato.
Acho humilhante para as mulheres serem colocadas nas listas, só pelo simples facto de serem mulheres, e não pelas suas qualidades e capacidades. Mais grave ainda, é concordarem integrar uma lista com a condição de depois de eleitas, darem o seu lugar a homens.
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
PARTIDARIZAÇÕES
Não está em causa a pessoa, mas sim as ligações que se estabelecem entre os sindicatos e os partidos políticos, e as tentativas que estes fazem para controlar aquelas estruturas sindicais. Reparemos só nos exemplos que existem em quase todos os partidos regionais, de pessoas que têm militância partidária de destaque e actividade sindical activa.
Não é que não tenham direito, mas não deveriam ter uma participação simultânea, pois os sindicatos não devem nem controlar, nem muito menos ser controlados pelos partidos políticos. Uma coisa é política sindical, outra é política partidária. Nesta última podem não estar salvaguardados os interesses de uma classe, por se sobreporem outras questões que não as laborais.
Por isso, se elogiei o facto de André Escórcio ter suspendido o seu mandato no SPM, quando foi eleito deputado na Assembleia Legislativa Regional, e escreveu: «em consciência entendo que a defesa dos princípios e valores que defendo podem, de algum modo, ser embaraçosos para ambas as partes. Daí que, por imperativo ético e total independência partidária em relação ao SPM entendo que devo solicitar a suspensão temporária do mandato para o qual fui eleito nas listas do SPM», tenho de ser coerente e criticar agora o facto de ser o mandatário da Lista B, e intervir de forma tão vincada nestas eleições.
Repare-se na liderança que André Escórcio tem exercido na Lista B, como se pode comprovar pelos diversos textos assinados pelo deputado socialista, no blogue da candidatura de que é mandatário, em contraponto com a ausência de textos assinados pelo candidato a coordenador pela mesma lista B.
O NÓ DA POLÍTICA MADEIRENSE
A política partidária madeirense deu um nó! Os dois principais partidos políticos PSD e PS, encontram-se com lideranças em efervescência.
Ambas as lideranças têm procurado implementar a política da "terra queimada", anulando os seus pares mais capazes, impedido a sua emancipação e a tomada das rédeas da liderança. O poder é, para alguns, realmente viciante. São uns verdadeiros agarrados!
Se Alberto João vem desde há alguns anos utilizando tal estratégia, implementada com sucesso, mercê do seu carisma e forte personalidade, a sua perpetuação à frente do PSD Madeira tem provocado nos últimos tempos, a perda de "vergonha" de muitos dos seus parceiros, o assumir de vontades próprias e o afrontar do líder. Daí a necessidade de dar o murro na mesa : «a única pessoa importante neste partido sou eu...».
Só que agora, não mete medo nem respeito. A sua táctica simplesmente já não resulta, porque o seu tempo já passou. As pessoas têm as suas ambições e começam a perceber que a forma mais eficaz de se afirmarem no partido é utilizar a táctica do confronto e da demonstração de força, ironicamente a mesma estratégia utilizada por Alberto João Jardim em tantas situações, seja dentro do PSD, com a oposição, ou com "Lisboa". Senão reparem em algumas atitudes de Miguel de Albuquerque, Coito Pita, e agora Sérgio Marques.
O PS como anda a brincar à política, ainda pensava que era possível teatralizar uma liderança transitória. Das duas umas ou é liderança, ou simplesmente não o é. E João Carlos Gouveia está a demonstrar que o é, e aqueles que pensavam que não e que criaram toda esta situação, que pensavam temporária, não sabem como lidar com o líder que lá puseram mas que não querem.
Só que João Carlos Gouveia, não é Alberto João Jardim, e está-se mesmo a ver o saco de pulgas em que se vai novamente transformar o pequeno maior partido da oposição madeirense. Falta ao PS um verdadeiro líder, com força e carisma, com um projecto claro e alternativo ao do PSD. Gouveia é líder, mas falta-lhe o resto.
E assim vai a política madeirense...
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
QUE RICA REGIÃO!

Um estudo do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, conclui que a Madeira é a região com a mais alta taxas de pobreza do país (29,8% de pobres).
Nada melhor do que recordar Roque Martins, ex-presidente do Conselho Directivo do Centro de Segurança Social da Madeira, que num programa da RTP-M, reconheceu a existência do fenómeno da pobreza na Região, revelando que existiam 55 mil pobres na Madeira.
Tudo isto só demonstra que vivemos numa região onde a riqueza está muito mal distribuída, e que os indíces de desenvolvimento apregoados pelo Governo Regional, não passam de manobras para fazer crer, que a modernidade e as obras são sinal de riqueza e desenvolvimento. O que são é um é um meio de enriquecimento para alguns. A verdade é que se criou uma região, onde muito poucos são muito ricos, e muitos são muito pobres.
SÓCRATES COMPRA O DIÁRIO DE NOTÍCIAS

UM BOM EXEMPLO

O modelo político, inteligentemente criado pelo PSD-Madeira, ao longo de mais 30 anos, dominando todos os sectores económicos e áreas sociais desta Região Autónoma, de uma forma impositiva e recorrendo muitas vezes a métodos intimidatórios e opressores, levou a que se esbatesse o pensamento próprio e critico. Mesmo dentro do próprio PSD! Mais difícil é então, exercer esse pensamento fora da esfera "laranja", seja em associações cívicas ou em partidos políticos da oposição.
É preciso disponibilidade de tempo, mas principalmente mental, para enfrentar toda a espécie de de comentários e estratagemas de acção psicológica, profissional e social, visando a desmotivação e a desistência de causas e princípios.
Por isso, Sofia Canha ao candidatar-se à Câmara Municipal da Calheta, pelas listas do PS-Madeira está a servir como exemplo de cidadania, num projecto que não é de poder, mas de contra-balanço num concelho altamente conservador e completamente dominado por forças políticas de direita.
Quem ficará a ganhar será a população da Calheta, que poderá ter na vereação camarária, uma pessoa inteligente, perspicaz, dinâmica, com pensamento critico, e que com o bom senso que a caracteriza, apresentará novas soluções e ideias num concelho habitualmente inclinado para um único lado. Uma boa notícia, num PS em ebulição!
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Domingo, 12 de Abril de 2009
TAXAS E IMPOSTOS
As câmara municipais de todo o país estão a ponderar processar o Estado, por causa da nova Taxa dos Recursos Hídricos, porque consideram que não têm de ser as autarquias a pagar organismos do Estado, nem suportar a administração central. Concordo!Só não acho certo que a essas mesmas câmaras municipais, e depois dos impostos que pagamos, tenhamos ainda de pagar um imposto - o IMI, sobre bens que são nossos, como as nossas casas. Não será um abuso, extorquir dinheiro a quem faz tantos sacrifícios para ter a sua própria habitação?
JÁ NÃO HÁ BALAMENTO
Realmente muita coisa tem mudado nos últimos anos. As crianças de hoje estão diferentes, vêm com outra "formatação", com outras capacidades, sejam as crianças indigo, cristal, estrela...Mas estão também diferentes nos seus hábitos e brincadeiras. São cada vez menos crianças, cercadas pelo medo da insegurança dos seus pais, viciadas na tecnologia, prisioneiras numa escola a tempo inteiro, solitárias num mundo que as castra.
Já não brincam espontaneamente, já não brincam outras crianças, agarram-se aos computadores e televisão, passam quase todo o tempo na escola, não convivem com os pais, já não são crianças. Por isso fico triste quando já não oiço "BALAMENTO!!!"
Sábado, 11 de Abril de 2009
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
INSEGURANÇA
SÁ CARNEIRO
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
RADICALISMOS

O REGRESSO DOS PIRATAS
Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS INCLUÍDOS
O Governo Regional achou por bem alterar a lei das Acções Populares, com um decreto legislativo regional aprovado, no último conselho de governo. Está claro para todos que foram os interesses privados de conhecimento público, a ditar tais modificações.
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Domingo, 5 de Abril de 2009
Sábado, 4 de Abril de 2009
TÃO PARECIDOS QUE ELES SÃO...
A mim parece-me que Sócrates e Jardim são mesmo parecidos, tanto na maneira de ser como na governação.
A sua personalidade é caracterizada por um feitio terrível, mesmo para com os seus mais directos colaboradores, têm tendência de controlar e manipular, são autoritários, teimosos, explosivos e por vezes rancorosos.
Na governação parece seguirem a mesma linha. Miguel Esteves Cardoso, no Expresso de 28 de Março, escrevia sobre Sócrates, mas vejam lá se o comentário não encaixava bem em Alberto João Jardim:
«Daqui, resultarão várias consequências que pagaremos caro no futuro. Obras sumptuárias e inúteis, que criarão apenas postos de trabalho precários e à margem da lei e que se transformarão, elas próprias, num problema, financeiro e urbanístico, amanhã; empresas sem viabilidade nem utilidade real que sobreviverão apenas pelos dinheiros públicos, ao lado de outras que sucumbirão, não por falta de mérito, mas por falta de capacidade de influência política, aumentando mais ainda a crença dominante de que para sobreviver num mercado concorrencial é preciso estar encostado ao favor do Estado; o que resta do património natural vandalizado por invocado "estado de necessidade"; e, enfim, a mais preocupante das consequências que é o endividamento que sobrará para o futuro - para muito depois de resolvidas as eleições de 2009 e a própria conjuntura económica que atravessamos.»
P.S. Na foto, o bébé chorão é o Alberto João.
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
POLÍTICA, EDUCAÇÃO, E COISAS AFINS...
«A verdade nunca precisou de ser defendida...Quanto do que nos disseram ao longo dos anos é mesmo verdade?...
Desde o cancro e a sida até à democracia e liberdade. Tantas mentiras impingidas ao ser humano por um punhado de imbecis sem escrúpulos!
E se acha que eu sou um imbecil sem escrúpulos... Não o sou, mas consigo ver na perfeição como o poderia ser, dadas as circunstâncias certas.
Acredito firmemente que os governos, qualquer governo de qualquer nação, são um erro e o motivo principal do sofrimento no planeta. Os governos jamais serão a solução dos nossos problemas, os governos são O NOSSO problema.
Adoro a política, apesar de nunca ter votado (teça as suas conclusões, não levarei a peito). Este ano, para ser diferente, irei votar! Hurrah! Mas adoro a política e acredito que um político deve colocar-se ao serviço da população, ser útil à população e nunca, mas mesmo nunca, servir-se do seu cargo para beneficiar um punhado de parasitas (sim, também consigo ver o meu lado parasita).
Se ainda acredita em políticos, ou em qualquer figura da “autoridade”, não acha que está na altura de abrir os olhos?
Quando é que vai fazer as perguntas certas?
Quando é que vai começar a ver?
O nosso sistema de ensino é contra-natura. Encoraja apenas, e unicamente, o desenvolvimento intelectual (hemisfério esquerdo do cérebro), cortando as pernas a qualquer criança que seja mais artística (rotulando agora estas crianças como sofrendo de uma condição estranhíssima - Deficiência de Atenção e Hiperactivas).
A nossa sociedade ensina a sacrificar os nossos sonhos por uma vida “segura” que nunca o foi nem será. Estimula o uso e abuso de drogas e dá todo o seu poder a quem nunca soube lidar com ele.»
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
RESPONSABILIDADE E VIOLÊNCIA
Educar é um dos actos mais nobres, mas mais difíceis. Nos dias actuais, então, vai sendo uma missão quase impossível, ao nível das melhores séries ou filmes de ficção, só que em contextos bem reais e concretos.
O Expresso traz um artigo sobre a violência escolar, num estabelecimento de ensino, na famosa zona J, em Chelas, mas que infelizmente não é exclusividade daquela zona de Lisboa. Não deixa de ser chocante os relatos de ameaças e agressões, principalmente quando vêem de pais e encarregados de educação:
_ «Uma mãe que estava a entrar para ir buscar o filho não gostou do raspanete que Fátima (auxiliar de acção educativa) deu às crianças e jurou vingança. Chego aí e com uma faca e corto-te toda, ouviste?. No dia seguinte partiram-lhe os vidros do carro»;
_ «No passado ano lectivo, as ameaças estavam todas voltadas para a professora Sandra. Com sentenças de morte repetidas vezes sem conta pelos pais de um aluno, andava apavorada, sem pregar olho à noite e sem conseguir comer.».
Situações como estas são mais normais do que se pensa. Agravam-se com a passividade de alguns Conselhos Executivos: «Mais incrédula ainda ficou quando o Conselho Executivo do agrupamento lhe admitiu nada poder fazer para resolver a situação»; E com o desvalorizar de que se nada passa por parte do Governo: «As escolas onde existem ocorrências são uma percentagem diminuta, menos de 10% (Valter Lemos, Secretário de Estado da Educação)».
Face a isto parece-me que professores e funcionários estão entregues a si próprios, e que há que começar a apontar o dedo à tutela pela inactividade, e aos pais pela desresponsabilização da sua função de educadores.
Por isso concordo com Luís Braga, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque : «A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas».
Sábado, 28 de Março de 2009
INCOERÊNCIAS
Está confirmado o que já se sabia: as eleições para os corpos gerentes do Sindicato de Professores da Madeira-SPM, irão ser disputadas por duas listas, sendo natural o confronto de ideias e argumentos.Na apresentação da candidatura que agora se manifesta, e que finalmente deu a cara, João Sousa, que encabeça a referida lista, apresentou as ideias gerais e os motivos que o levaram a ele e aos seus camaradas, entrar nesta disputa eleitoral.
Das ideias transmitidas, existem muitas contradições, que não dão garantias de um Sindicato de Professores da Madeira coerente nos seus princípios e firme nas suas acções:
1_ Apresenta-se como alternativa, mas como fazê-lo quando diz que “metade dos membros da anterior comissão executiva” estão na sua lista? Alternativa com os mesmos?;
2_ Pretende a mudança mas a candidata a Vice-coordenadora da sua lista, é Mónica Vieira, membro da presente Direcção e actual coordenadora do 1º ciclo do Ensino Básico. Onde está a renovação?;
3_ Nega a partidarização, mas tem como mandatário um deputado da Assembleia Legislativa Regional, André Escórcio, pessoa que respeito e considero, mas que tem um peso político enorme pelos cargos que agora ocupa (nomeadamente o de Presidente do Grupo Parlamentar do PS), o que impossibilita qualquer afastamento de conotação partidária. Ela é evidente!
Se o próprio professor e deputado faz um auto-elogio, e com toda a razão, sobre a suspensão do seu mandato no SPM quando assumiu funções no Parlamento, não se percebe agora que ao apoiar e integrar, de uma forma tão próxima, uma lista aos órgãos do SPM, não queira que se estabeleça uma ligação partidária. O que vale para um momento, não vale para outro?
Todos sabemos dos interesses dos partidos no controlo dos sindicatos, aliás outro membro da lista, e que também pertence à actual Direcção, Isabel Cardoso, foi candidata pela CDU ao Parlamento Regional, nas últimas eleições legislativas regionais. Nesse aspecto, de interferência nas estruturas sindicais, o PS tem estado bem atrás de outros partidos...
Não está em causa o direito que as pessoas têm de ter uma participação político/partidária, mas sim o exercício dessa actividade simultaneamente com a actividade sindical. Tal não é desejável, pelas intromissões nocivas que podem provocar nos sindicatos;
4_ Afirma querer "combater um certo comodismo instalado", e tenciona imprimir maior dinamismo, maior acutilância, com mais coragem e mais intervenção, esquecendo-se que pertence à actual Direcção, num lugar de grande destaque e responsabilidade, o de Vice-Coordenador, dos quais não se demitiu, apesar de agora parecer ter todas as criticas a fazer. Está tudo mal, e não tem nada com isso?;
5_ Deseja acabar com a instabilidade directiva, e defende uma equipa coesa, mas a sua candidatura não foi aquela que a Direcção que agora cessa funções, decidiu apoiar por maioria para a continuação de projectos, neste caso a candidatura de Marília Azevedo;
6_ Reafirma lutar por um sindicato que “não se vergará seja lá a quem for”, mas escreveu no passado «Há outros sinais inquietantes. Um deles não é seguramente o de se saber quem será o vencedor das eleições antecipadas, até porque as sondagens efectuadas apontam para um claro e inequívoco vencedor [o PPD/PSD] . Valha-nos isso! É menos uma inquietação.» (Revista Prof 74 p 21, antes das Eleições Legislativas Regionais de Maio de 2007). É este o Sindicato combativo que quer?;
7_ Quer o confronto de ideias, mas o blogue da sua candidatura, não permite comentários às publicações mais recentes lá redigidas;
8_ Como pode alguém querer a credibilidade do SPM, e contradizer-se em tantas questões?
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
SOLUÇÃO PARA O DESEMPREGO
ENCARCERADOS NA OBRA
Alberto João Jardim vai inaugurar obras no valor de 11 milhões de euros na primeira quinzena de Abril. É a fórmula do sucesso: dinheiro + cimento, a dividir pela adjudicação das obras pelos mesmos, é igual a votos, o equivalente a eleições ganhas com maioria.É importante para quem é Governo ter obra, mas seria fundamental, que essa não se restringisse apenas às obras, ao cimento, e à construção. O que temos visto ao longo destes anos de Governo PSD, é que efectivamente se fizeram obras de grande relevo para as populações, mas que não existiu mais nenhum plano de investimento, para a criação de um modelo económico e de desenvolvimento sustentável. Para não falar dos evidentes excessos, e esbanjamentos em obras inúteis, sem mais valia para a Região, e sem rentabilidade.
Só que este é um modelo, que embora dê votos e vitórias, se esgota em si mesmo a partir do momento em que escasseiam as verbas orçamentais para investimento no cimento. E aí não há alternativas, a não ser a crise, o desemprego, e o choramingar por mais umas moedinhas, para conseguir mais verbas, para fazer mais obras, ganhar votos e eleições, e já sabem o resto da história...
AFOGADOS NO NADA
No nosso dia a dia, vivemos rodeados de coisas de nada, que nos afogam em preocupações inúteis e mesquinhas, que nos provocam desgaste e perda de tempo. Preocupamo-nos com tudo o que não vale nada, num jogo do tudo ou nada.Discute-se o lugar a vice-presidente da Assembleia Legislativa Regional, discute-se o cargo de Provedor da Justiça, discute-se o penalti mal marcado, discute-se se um é pinóquio e outro é mentiroso, discute-se quem anda com quem, discute-se quem é autonomista e quem não o é, discute-se se é candidato ou pré-candidato, discute-se se é leal ou desleal, discute-se se vai continuar no poder, discute-se, discute-se, discute-se... o nada!
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
ESCOLA PSICOPÁTICA

O BOM INIMIGO
A oposição tem um papel fundamental na vida político partidária, ou em qualquer instituição, associação ou organização. Além do seu papel regulador, permite fazer soar o alarme do conformismo, impulsionando novas dinâmicas e congregando novas vontades.A existência de uma oposição implica a reflexão, o debate e a discussão de ideias e projectos, embora esse estatuto não signifique que ser oposição seja sinónimo de melhores capacidades ou mais competências. Aliás em muitos casos comprova-se que existem pessoas que desempenham um bom papel enquanto oposição e quando têm a oportunidade de assumir o exercício do poder, revelam-se verdadeiros desastres. O inverso também é verdade. É tudo uma questão de perfil!
Por isso, e como disse Che Guevara: "EDUQUE O SEU INIMIGO, NÃO O MATE, PORQUE ELE VALE-LHE MAIS VIVO DO QUE MORTO."
Terça-feira, 24 de Março de 2009
AS FAR AS THE EYE CAN SEE
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
CLAREZA E TRANSPARÊNCIA
Marília Azevedo, Coordenadora do Sindicato de Professores da Madeira-SPM, reafirmou hoje ao Diário de Notícias, a sua recandidatura à liderança do SPM, aprovada por "maioria qualificada" em reunião de direcção. Não há como a clareza e a transparência!Por seu turno, João Sousa, não confirmou o avanço de uma sua lista à direcção, embora numa reunião de Delegados Sindicais, tivesse apresentado a candidatura de uma lista alternativa, tendo inclusive sido distribuídos panfletos, apesar de não constar na ordem de trabalhos qualquer referência à apresentação de listas. Mais recentemente foi criado um blogue da referida candidatura.
Apesar disso afirmou ao Diário "que só faz sentido falar de listas após terem sido apresentadas à Assembleia-Geral". Se assim pensa, não deveria ter tomado as iniciativas que acima referi.
ELEIÇÕES - SINDICATO DE PROFESSORES DA MADEIRA
Ao que tudo indica as eleições para os corpos gerentes do SPM-Sindicato de Professores da Madeira, terão duas listas candidatas, sinónimo da importância que aquela estrutura sindical tem para os docentes, e fundamental para o debate e reflexão de ideias educativas e de estratégias de acção para valorização da classe.
A lista CADA VEZ MAIS PERTO, liderada pela actual Coordenadora do SPM, Marília Azevedo, e da qual também faço parte, valoriza a importância histórica do SPM nas lutas sindicais, apostando nessa mais valia, para com uma visão de futuro, e face aos problemas difíceis que a carreira docente se depara, imprimir um dinamismo responsável, coerente e firme, na proposta de acções e soluções para a melhoria das condições de trabalho dos docentes e uma melhor educação.
BOAS E MÁS ESCOLAS

"Nós podemos ter boas escolas ou más escolas com ou sem Magalhães. O que nós não conseguimos é ter boas escolas sem professores acarinhados e alunos motivados".
A valorização da educação não deveria começar no meios, nos equipamentos ou infra-estruturas escolares, isto é na forma, mas sim no conteúdo, nos professores e nos alunos.
Sócrates incorre no erro de que com com as novas tecnologias se superam os problemas educativos, e Alberto João Jardim de que com novos e modernos edifícios escolares, estão criadas as condições, para que os resultados dos alunos madeirenses saiam do fundo das tabelas dos rankings. Computadores e escolas novas são importantes na acção educativa, mas nelas não reside a chave das alterações necessárias à educação.
Mais do que os recursos materiais, é importante valorizar os recursos humanos, e aí ambos os governos têm falhado, e os resultados estão à vista. Para quando a mudança?
Sábado, 21 de Março de 2009
ALGUÉM COM JUÍZO
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
OPOSIÇÃO EM DEMOCRACIA

RAPIDEZ DA JUSTIÇA
Quinta-feira, 19 de Março de 2009
VISÕES DESTA MADEIRA
Daqui«Era uma vez um menino que fazia o que queria e era muito mal-educado tendo por mania tara chamar cubanos a todas as outras pessoas que não vivessem perto dele e até um senhor que lhe pagou durante anos o after-shave entre outras coisas que lhe pagou foi um dia chamado de Sr. Silva quando o mundo já o conhecia por Cavaco.
«Eu gostava de comentar, mas... vivo na Madeira, trabalho na Madeira, os meus filhos frequentam escolas na Madeira, a família por acaso também é de cá... quero dizer... lá gostar de comentar eu gostava, mas... será que... será que o Expresso me garante que não fornece os meus dados pessoais e o IP do meu computador se... não sei se compreendem, tenho filhos para sustentar... não me dá jeito nenhum ficar sem emprego nesta altura... gostar de comentar eu gostava mas... enfim.. é melhor ficar caladinho...afinal de contas nem se trata de nenhuma ilegalidade assim muito grave...enfim..há tantas coisas para as pessoas se preocuparem... o melhor mesmo é não dizer nada. Desculpem!»
A CACA

Vivemos numa terra sem lei, pelo menos para alguns... É o exemplo da situação da extracção ilegal de inertes nas ribeiras da Madeira, nomeadamente na Ribeira do Faial, ou noutras como a da Ribeira Funda, na Calheta.
Mais grave do que os prevaricadores continuarem a sua actividade ilegal, furando todos os esquemas de fiscalização, de entidades incompetentes que se deixam ameaçar por gente gananciosa, é pessoas com responsabilidade política e executiva, serem cúmplices e até de certo modo incentivarem tais práticas, com declarações desvalorizando aqueles factos, invocando desconhecimento da situação e afirmando que esse tipo de questões não "interessam para nada", e que o que o é noticiado é "caca" (Alberto João Jardim, DN, 19/03/2009).
E isto depois de jornalistas do Diário terem sido apedrejados enquanto investigavam actividades ilegais de extracção de inertes na Ribeira do Faial...
E se sobre isto Alberto João Jardim fez uso de um ditado popular "Costuma-se dizer que Deus não castiga nem com pau nem com pedra", eu faço uso de outro "Pior do que um cego é aquele que não quer ver"...
Terça-feira, 17 de Março de 2009
O BOM GOSTO DE ALBERTO JOÃO JARDIM
Foto de Nélio de Sousa - Olho de FogoAlberto João Jardim afirmou que “é errado dizer que não se pode transformar a natureza, isso é retrocesso, é reaccionarismo, ignorância, má-fé, analfabetismo”. Também concordo! O Homem sempre alterou a natureza e continuará a fazê-lo. O pior é quando além de a transformar, a destrói...
Para o governante o que é preciso, “é fazê-lo certo, com bom gosto, sem perder as referências históricas, sem estragar ou produzir graves danos ecológicos e climáticos e saber, do ponto de vista urbanístico, colocar as coisas, no lugar certo”.
Será a promenade do Jardim do Mar, um desses exemplos de bom gosto de Alberto João Jardim?
FAÇAM AMOR
O Papa Bento XVI afirmou que a sida não se combate com preservativos, recomendando a abstinência sexual para se combater a propagação das infecções com HIV.
O AMIGO JAIME
Um fim de semana será pouco para apreciar as virtudes democráticas do seu amigo madeirense, pelo que será desejável que prolongue a sua estadia. Não saia é do Hotel, não veja televisão, não leia jornais, quer dizer, pode fazer jeito ler o Jornal da Madeira na casa de banho, e não fale com “os vigaristas, que andam por aí feito verdes, e que(...) são contra o desenvolvimento que os sociais-democratas autonomistas têm feito na RAM” (Alberto João Jardim, JM, 17/03/2009).
DISCURSOS PARTIDÁRIOS
Rui Marques, Presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, e já indigitado pelo seu "chefe" para candidato a novo mandato autárquico, parece ter aprendido bem com o professor Alberto João Jardim, para nos discursos de actos oficiais fazer campanha eleitoral partidária. Ontem numa inauguração na Ponta do Sol, depois de ter criticado o Primeiro-Ministro, e «numa espécie de apelo ao voto, lembrou que este é "um ano importante", pedindo aos presentes para que "ponderem bem" quando chegar à altura da "decisão"» (DN, 17/03/2009). Um bom aluno, sem dúvida...
DÉRBIE DEU DERROTA
O dérbie entre Nacional e Marítimo deu empate (1-1), mas a derrota foi claramente para a Madeira, não fossem os milhões investidos todos estes anos, em equipas com jogadores maioritariamente estrangeiros (já nem digo madeirenses...), sem resultados evidentes do retorno desse investimento, e ainda por cima com bocas e má educação entre ambos os presidentes dos clubes.
Segunda-feira, 16 de Março de 2009
A ADUFA DA RUA FRANCISQUINHA

AVALIAÇÃO DOS DOCENTES AFECTA RESULTADOS DOS ALUNOS
Numa altura em que a Ministra da Educação diz ao Jornal de Noticias que « não é legítimo dizer que há uma grande sobrecarga de trabalho (para os docentes efectuarem a sua avaliação)», o estudo "Individual Teacher Incentives, Student Achievement and Grade Inflation", de Pedro Martins, professor associado da Universidade de Londres, investigador do Instituto Superior Técnico e do Instituto para o Estudo do Trabalho (IZA) de Bona, na Alemanha, confirma que este tipo de avaliação dos docentes, prejudica as aprendizagens dos alunos:"Aumentar o enfoque na performance individual do professor causou um considerável e estatisticamente significativo declínio nos resultados dos estudantes."
AUTONOMIA OU AZOUIGAR
Já não há paciência para ouvir coisas como "quebra de unidade nacional" ou "A Pátria não se faz por decreto, não se cria numa lei, está no coração das pessoas". Por quem bate o coração de Alberto João Jardim? Não tem a Pátria no Coração? Defina-se...
Lembram-se de dois dos navios que faziam as ligações Madeira - Porto Santo? Um era o PÁTRIA, e outro o INDEPENDÊNCIA... As dúvidas pelos vistos ainda permanecem!
ÁGUA A MAIS OU A MENOS?
REFLEXÃO DE UM BLOGUISTA
Muito sinceramente pensei em fechar este espaço de intervenção cívica. Aqui tenho elaborado a minha leitura dos acontecimentos quotidianos do país, e mais particularmente desta Região. Acontece que por vezes, o que neste território se passa é tão pobre e repetitivo, que me aborrece por vezes estar a ampliar cenas déjà vu. É uma saga, tipo Rambo I, II, III, IV, e por aí adiante...No entanto numa sociedade altamente controlada nas suas diversas esferas e organizações cívicas, são necessárias intervenções libertas de qualquer superintendência. A difusão de ideias como as veiculadas por este blogue e de muitos outros que por aí semeiam desasossegos, contribuem para criar círculos de cidadãos críticos, informados e intervenientes que pressionam políticos e entidades detentoras de poder.
Só assim se dará o crescimento da sociedade civil e a transformação da classe política. Assim e a pedido de várias famílias, o besoirar está de volta com algumas novidades, porque os cidadãos não devem ser "um rebanho de ovelhas que pastam quietas lado a lado", mas deverão "basear-se no que são capazes de fazer na primeira pessoa, em separado ou concertadamente, e não no que os outros possam fazer por eles"(John Stuart Mill).
Sábado, 14 de Março de 2009
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
DUAS CARAS

No debate de ontem na Assembleia da República, José Sócrates entrou numa troca de argumentos com Guilherme Silva, referindo que, no âmbito do Fórum Parlamentar Luso-Espanhol, o deputado assinou uma declaração a exortar os dois governos a avançar com o TGV, uma posição contrária à que agora o deputado madeirense defende.
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
O DISFARCE DE CARNAVAL DE ALBERTO JOÃO

TRANSPARÊNCIA
A viagem do secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, à Austrália e o aparente "secretismo" à volta dela, levou a que a Presidência do Governo emitisse um comunicado, falando em "mesquinhez paranóica de alguns" e "inveja" perante o levantamento daquela questão, garantindo que a Região "tem outras prioridades que não estes mexericos de aldeia".Não está em causa a viagem à Austrália, à China ou à Lua, mas sim a transparência que deve existir no exercício de cargos políticos e em actos públicos. Por esse motivo não se compreende a "linguagem" da Presidência, como se fosse uma grande barbaridade ou ofensa questionar a pouca divulgação da referida viagem. Quanto a mim deveria ser de carácter obrigatório a publicação em jornal oficial da viagem, dos seus objectivos e custos. Quem não deve, não teme!
AFINAL QUEM É O PATINHO FEIO?
Há algo que me irrita profundamente nesta sociedade madeirense: o desrespeito que há por quem pensa diferente, por quem tem por hábito de manifestar divergências, por quem sai da norma da maioria.Politicamente então nem se fala... Embora este seja um tique da maioria que nos governa, não se pense que dentro dos partidos que não estão no poder, que não se verifica este síndroma no seu seio. Infelizmente neste pedaço de terra não é habitual a alternância, nem na política, nem no associativismo, nem no sindicalismo, nem em coisa nenhuma. Mas seria bom, até porque os patinhos feios até podem ser bonitos. É tudo uma questão de perspectiva. Porque não mudar?
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
TAMBÉM AS MULAS SÃO TEIMOSAS!

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
EXCELÊNCIA VERSUS FELICIDADE

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!»
CONTRA A MARÉ
Pensamento próprio, coerência nas acções, honestidade intelectual e princípios, são qualidades difíceis de manter na política. Política partidária, entenda-se... Os partidos, alicerces da democracia, são muitas vezes nas suas acções e orientações, tudo menos democráticos. Contraditório, mas bem real!Quando a Júlia Caré entrou para a política nas listas do PS, fiquei com curiosidade para saber como seria o seu comportamento, face à sua verticalidade e às suas ideias. Confesso que no princípio, pareceu-me um pouco perdida e até triturada pela máquina partidária. Podem dizer que só depois de saber ou assumir que não iria ser novamente candidata, é que começou a ter um papel mais contestatário. A verdade é que, e em conversas pessoais, ela desde logo se manifestou desiludida com a forma e o sistema de controlo vigente no PS, em tudo semelhante a outros partidos, e até arrisco a dizer menos castrador que em outros partidos.
Seja como for, é sempre difícil ser-se diferente. Há sempre os "olhares de esguelha", os comentários menos abonatórios, a marginalização e a ostracização. Por isso acredito que mesmo estando de saída, não seja fácil romper a disciplina partidária, e votar de forma diferente em matérias como o Código de Trabalho ou ou o Sistema de Avaliação da Carreira Docente. Nem todos ou muito poucos o fariam ou fazem, mas a Júlia Caré tem remado contra a maré. Por isso relevo as suas afirmações: "Fui eleita pelo povo madeirense e segundo a constituição o mandato é do deputado que deve votar livremente e de acordo com a sua consciência"(DN-Madeira, 22/01/2009).
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
A VERDADE II
Alguns médicos mais experientes desta praça sugerem: "Em vez de se investir avultadas somas nos túneis e nas sociedades de desenvolvimento, talvez fosse mais útil equilibrar o investimento na parte social, nomeadamente na saúde. É que as respostas que se colocam aos idosos não são suficientes e a situação torna-se ainda mais preocupante quando estão em questão casos de doentes com alta clínica mas que exigem múltiplos cuidados."A VERDADE
Ouvi ontem a entrevista que a Judite de Sousa fez a Cristiano Ronaldo. Daquilo que foi dito, destaco as suas afirmações relativamente ao seu sucesso, nomeadamente quando o jogador madeirense afirmou que a sua vida teria sido muito diferente se tivesse permanecido na Madeira. Para quem quis ouvir, Cristiano Ronaldo disse com todas as letras que não teria tido sucesso se tivesse permanecido na Região, e provavelmente não teria passado de jogador do campeonato regional...Já aqui me referi a este facto, que o Cristiano veio confirmar. Há quem não goste de se confrontar com a realidade. A verdade nua e crua: um miúdo, igual a tantos outros que conheço, inserido num bairro problemático, num meio desfavorecido, marcado pelo alcoolismo no seio familiar, e pela droga na vizinhança, sem objectivos nem ambições de vida. Infelizmente, e como madeirense entristece-me que o Cristiano, para ser o CR7, tenha de ter saído da Madeira.
Sábado, 17 de Janeiro de 2009
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
FECHADO PARA LIMPEZA SOCIAL
"A sociedade cria condomínios fechados, coloca alarmes, despende em muralhas, em vez de abater o desespero social".
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, "Correio da Manhã", 16-01-2009
Esta afirmação bem se pode relacionar com o gradeamento e vigilância vídeo do Parque de Santa Catarina, efectuada pela Câmara Municipal do Funchal, e ao futuro encerramento do Parque Almirante Reis, a efectuar nos mesmos moldes.
Em vez de se resolverem ou minorarem os problemas sociais como o alcoolismo, a toxicodependência, a prostituição e outros, com programas de intervenção social, gastam-se fortunas para afugentar os "feios, porcos e maus". É como esconder o lixo debaixo do tapete!



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